O Teatro
O teatro em Portugal sempre teve grande expressão, através dos mais variados géneros, seja ele drama, comédia, musical ou de revista.
Desde Gil Vicente, que foi o primeiro autor de comédia português, que o teatro evoluiu astronomicamente, até atingir o elevado patamar com que as várias companhias teatrais nos presenteiam durante largos meses que as peças se mantêm em cena.
Muitas companhias tentam sobreviver, com escassos apoios do estado português, vivendo de receitas de bilheteira, patrocínios, ou sendo até mesmo os próprios actores a dar dinheiro para que se possam encenar os projectos em que se empenham.
Neste momento, e apesar de o mundo teatral estar concentrado nas duas grandes metrópoles, existem várias companhias itenerantes que percorrem todo o país, para levar ao povo, o que o povo não tem hipótese de ver, sem ser na televisão, o que convém dizer não é a mesma coisa.
Como expoente máximo do mundo teatral, neste momento no nosso país, temos o encenador Filipe La Féria, que sem subsídios do estado tem mantido o seu teatro Politeama aberto e com peças de grande qualidade, desde que encenou "Amália", que esteve mais de dois anos em cena, até começar agora com uma nova peça, "A Rainha do ferro velho", que tem como protagonistas, Maria João Abreu e José Raposo.
A mim, pessoalmente, muito me dói ver o Parque Mayer tão degradado. Tantos actores que por ali passaram, na luta contra o regime da censura, e que se fossem vivos neste momento deitavam as mãos à cabeça, por verem um sítio tão adorado, e com grandes salas de teatro, da maneira que está. O caso mais escandalizante, torna-se obrigatoriamente, o Capitólio, que considerado monumento nacional, apresenta uma fachada em riscos de ruir. Todavia, e no Parque Mayer, o Teatro Maria Vitória, tem sido um oásis, nas falsas promessas de reconstrução do Parque, pois a cada época que passa apresenta sempre uma peça de revista de grande qualidade e com actores conhecidos do nosso quotidiano, por estarmos habituados a vê-los diariamente na televisão. Falo mais afincadamente deste tipo de teatro, porque desde pequeno que lido com este mundo do teatro musicado de comédia, que é o teatro de revista.
Portugal, é um país com grandes raízes teatrais na sua história. Eu pessoalmente luto quase todos os dias para que este nosso país possa ser engrandecido nos palcos por essa estrada fora. É difícil, mas sem gosto nada se faz.
E como se diz na gíria teatral, perdoem-me o termo, desejo para todos os que gostam da arte de representação e que lutam por mantê-la viva, muita merda, para esta batalha que se torna cada vez mais árdua. A de manter as nossas salas cheias.
Um grande bem hajam.
Desde Gil Vicente, que foi o primeiro autor de comédia português, que o teatro evoluiu astronomicamente, até atingir o elevado patamar com que as várias companhias teatrais nos presenteiam durante largos meses que as peças se mantêm em cena.
Muitas companhias tentam sobreviver, com escassos apoios do estado português, vivendo de receitas de bilheteira, patrocínios, ou sendo até mesmo os próprios actores a dar dinheiro para que se possam encenar os projectos em que se empenham.
Neste momento, e apesar de o mundo teatral estar concentrado nas duas grandes metrópoles, existem várias companhias itenerantes que percorrem todo o país, para levar ao povo, o que o povo não tem hipótese de ver, sem ser na televisão, o que convém dizer não é a mesma coisa.
Como expoente máximo do mundo teatral, neste momento no nosso país, temos o encenador Filipe La Féria, que sem subsídios do estado tem mantido o seu teatro Politeama aberto e com peças de grande qualidade, desde que encenou "Amália", que esteve mais de dois anos em cena, até começar agora com uma nova peça, "A Rainha do ferro velho", que tem como protagonistas, Maria João Abreu e José Raposo.
A mim, pessoalmente, muito me dói ver o Parque Mayer tão degradado. Tantos actores que por ali passaram, na luta contra o regime da censura, e que se fossem vivos neste momento deitavam as mãos à cabeça, por verem um sítio tão adorado, e com grandes salas de teatro, da maneira que está. O caso mais escandalizante, torna-se obrigatoriamente, o Capitólio, que considerado monumento nacional, apresenta uma fachada em riscos de ruir. Todavia, e no Parque Mayer, o Teatro Maria Vitória, tem sido um oásis, nas falsas promessas de reconstrução do Parque, pois a cada época que passa apresenta sempre uma peça de revista de grande qualidade e com actores conhecidos do nosso quotidiano, por estarmos habituados a vê-los diariamente na televisão. Falo mais afincadamente deste tipo de teatro, porque desde pequeno que lido com este mundo do teatro musicado de comédia, que é o teatro de revista.
Portugal, é um país com grandes raízes teatrais na sua história. Eu pessoalmente luto quase todos os dias para que este nosso país possa ser engrandecido nos palcos por essa estrada fora. É difícil, mas sem gosto nada se faz.
E como se diz na gíria teatral, perdoem-me o termo, desejo para todos os que gostam da arte de representação e que lutam por mantê-la viva, muita merda, para esta batalha que se torna cada vez mais árdua. A de manter as nossas salas cheias.
Um grande bem hajam.

3 Comments:
É bem verdade tudo o k escrevest aki sobre o Teatro Portugues, k tantos esforços faz para n ser "eskecido" ou "degradado"...Eu adoro teatro, e vou sempre k posso e vejo algo k me interesse!
A Rainha do Ferro Velho inda n fui ver, mas ja tenho intenção de ir :)
Abraços Grandes
Excelente artigo, Sílvio. É preciso incentivar as artes.
Bjo
Vitor Hugo: Silvio sera isso verdade sobre o teatro em portugal, sou diretor teatral no Brasil e estou pesquisando sobre o teatro em Portugal porque possivelmente irei ate portugal em 2006/2007 para desenvolver este trabalho, aguardo resposta
vitor hugo
mercadocenico@yahoo.com.br
vhsamudio@yahoo.com.br
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